domingo, 8 de fevereiro de 2015

Falsas Promessas

Hoje eu reli seu e-mail. Aquele que você me escreveu há pouco tempo, mas que parece ser de décadas atrás. Cheguei a pensar que não te reconheço por que mudou demais.

Lembrei-me das coisas que fizemos. Estranho como eu nem reparei que era algo em que sempre sonhei, mas com outra pessoa. Lembro-me de me sentir completa, afinal, eu te fazia se sentir completo. Lembra daquela professora que nos perseguia? Então, nunca mais a vi. Era só pra nós.

Sempre achei que promessa era algo sagrado. Você estragou isso, sabia? Não acredito mais em promessas. Nem mesmo nas minhas. Tudo é muito frágil e sem sentido, não temos tempo pra promessas. Elas são sobre o futuro. E a única coisa de que temos controle é o presente. Depois que o tempo passa, as promessas passam com ele.

O estranho, é que pensei que seria sua pra sempre. Nunca tinha pensado muito nisso, pois era algo certo. Agora, só consigo pensar em como eu sou azarada com o amor. Você foi o meu maior erro, e logo depois vieram muitos erros grotescos. Aqueles em que você sabe que está errando, mas continua nele mesmo assim, pois não tem mais nada a perder. Acontece que eu tinha algo a perder sim. Perdi várias partes de mim por aí, e ainda não sei se consegui preencher completamente.

Há algum tempo, eu queria muito que você voltasse com o seu sorriso e dissesse que sentiu minha falta. Mas sabe de uma coisa? Eu não quero mais. Na verdade, não quero estar aqui quando você voltar. Acabei me tocando de que mudei muito, e é por isso que não te reconheço.