Eu adoro o conceito de que duas almas estão conectadas pelo fio vermelho do destino e que não importa o que aconteça esse fio nunca se partirá: ele pode esticar ao extremo com as pontas não conseguindo mais se ver; pode se enrolar e parecer que não tem mais salvação; pode até mesmo ficar com a menor grossura possível, quase arrebentando, mas ele não irá se partir.
O conceito de que duas almas por mais distantes que estejam, por mais envolvidas que estejam com outras almas - e almas essas que são as erradas- o seu destino é se encontrarem, sempre me fascinou. Isso sempre me deu uma fagulha de esperança.
Mesmo que essa fagulha fosse pequena, quase inexistente, cada vez menor, sempre esteve aqui. Sempre me fez continuar após cada decepção amorosa, após cada novo machucado no coração. Sempre me deu forças após milhares de palavras de desistência soltas ao vento; sempre me deu forças depois das incontáveis noites de insônia apenas tentando entender o que havia de errado comigo.
Sempre pensei, mesmo que lá no fundo, que por mais embaraçada que minha linha vermelha estivesse, você estava na outra ponta: lutando suas batalhas, comemorando suas conquistas e chorando suas derrotas. Mas estava lá, esperando que eu chegasse do mesmo jeito que eu esperava que você chegasse.
E chegamos. Desembaraçamos nosso fio, encurtamos a distância e finalmente nos conectamos após tanto tempo separados.
O caminho pode ser difícil, podemos ter dificuldades: a linha pode se embaraçar em momentos de briga, desentendimento. Mas sabemos agora, que ela nunca mais irá se alongar tanto; nunca mais iremos nos afastar tanto.
Demorou, doeu e quase nos fez acreditar que seria impossível, mas aqui estamos nós: duas almas, um objetivo.