domingo, 15 de março de 2015

Sempre estive aqui

Mais um dia amanhece. E mais uma vez do meu ponto solitário aonde me encontro todas as manhãs, eu te observo. Te observo e te admiro por diversos minutos sem pensar em mais nada. A unica coisa que eu consigo pensar é em você e em como eu gostaria de te dizer o que eu sinto. 
Como eu gostaria de poder te abraçar e sentir o seu toque, te beijar e sentir o gosto de seus lábios. Gostaria de poder te acalmar em um dia turbulento e te ajudar a celebrar após uma grande conquista, ou simplesmente poder mexer no seu cabelo enquanto você dorme apoiada em meu peito.

O que será que você pensou quando me pegou te observando naquele outro dia ? Será que realmente percebeu o quanto eu te admirava ou apenas pensou que foi uma mera coincidência nossos olhares se cruzarem de forma tão intensa? Será que imaginou o quanto eu esperei por aquele momento e o quanto eu me esforcei para parecer espontâneo? Você não faz ideia do quanto eu me sinto realizado quando posso ter o prazer de nossos olhares se cruzarem. Não faz ideia do quanto eu tento demonstrar somente com o olhar, demonstrar o grito preso em minha garganta - o eu te amo  - o qual não posso soltar para o mundo inteiro ouvir.

E ao mesmo tempo em que eu desejo que você repare em mim, eu desejo que não o faça. Minha timidez é tão grande que eu não sei o que faria se por algum acaso do destino você viesse falar comigo. E se viesse me perguntar as horas, será que eu conseguiria responder sem gaguejar ou até mesmo travar e olhar para baixo ? 
Essas são perguntas que me faço o dia inteiro.

E mais uma vez do meu ponto solitário eu te vejo partir em direção ao abraço de outra pessoa. E meu Deus, como eu queria ser essa pessoa para poder te proteger do mundo com meus braços e com meu amor. Mais uma vez eu sonho com você ao meu lado transformando o meu mundo em algo maravilhoso.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Everybody's Changing

   Acho que todos nós passamos por grandes decepções, e algumas delas têm o poder de nos mudar para sempre. É tão comum ouvir: “se há algum tempo, alguém me dissesse que eu faria isso, eu jamais acreditaria.” Mas a verdade, é que não conseguimos ser a mesma pessoa por muito tempo. Há sempre um momento decisivo que acaba nos mudando, seja para melhor ou pior.

   Eu era tão romântica. Demais, em minha opinião. Acreditava no amor e que em algum lugar por aí, estava a pessoa certa pra mim, e que seria perfeito e eterno. Coisas da Disney. Mas aí, vieram as decepções. Não mudei na primeira, nem na segunda. Mudei naquela em que disse que nunca mais passaria por aquilo de novo. Mudei quando não podia suportar mais e quando me marcou para sempre. Eu queria esquecer, pois sei que vou me lembrar disso pra sempre, mesmo que um dia não machuque mais. Dizem que colocar pra fora ajuda, mas acho que se eu guardar bem lá no fundo, talvez isso tudo suma.

   Ir embora sempre foi o meu forte. Mesmo quando não tenho pra onde ir, acho um jeito de fugir. Foi ótimo ficar longe do passado, mas o que eu não sabia, era que acabaria me perdendo no meio do caminho. Não me lembro mais como era antes, quando eu tinha raízes. Nem me lembro se eu tive isso ou não. Talvez um dia eu aprenda a criá-las. Ter amigos por mais de cinco anos, fazer amizade com o cabeleireiro, saber pra onde ligar quando quiser chorar, ter um lugar preferido na cidade, fazer planos, encontrar com conhecidos na padaria, fazer amizade com os  vizinhos, ver os outros envelhecerem com você. Pode até ser supervalorizado, mas ninguém pode negar que é muito bom.

   Não tenho um lugar preferido, só onde eu gostaria de estar. Não tenho amigos que me conheceram quando eu era criança, e não sei direito como voltar da biblioteca. Tenho a esperança de que um dia eu tenha tudo isso, pois não quero ir embora de novo. Quero sentir que estou no lugar certo, e de que pertenço à algo. Quero alguém que seja minha casa. Chega de mudar. Chega de fugir.

   Para algumas pessoas, lembranças boas são ótimas em um domingo, mas as minhas só me lembram de que preciso criar novas. As que me atormentam parecem velhas demais. 



quinta-feira, 5 de março de 2015

Envie-me seu amor

E percebo finalmente que aqueles planos que fiz para o futuro, aquelas idéias e vontades não passaram de sonhos de uma dimensão distante. Vejo que nada daquilo se realizará e que tudo que eu estive ansioso para que acontecesse o mais rápido possível, foram apenas uma ilusão devido ao seu amor que preencheu o vazio em mim. Esse amor que você me passou da forma mais sincera e verdadeira possível. 
Mas percebo que talvez eu não seja bom o bastante para preencher um espaço que eu tanto desejei que algum dia me pertencesse, afinal não sou bom o bastante para nada nessa vida.

Não consigo pensar em palavras para descrever o que sinto no momento. Não consigo te dizer o quanto você merece alguém melhor do que eu, alguém mais inteligente e quem sabe com um futuro mais brilhante. Alguém que torne-se o seu "tudo". Alguém que possa te guiar rumo a um caminho em meio a escuridão do desconhecido a sua frente. Alguém que possa te proporcionar o que eu sempre quis ser capaz de lhe dar.

Acredito que eu tenha me iludido um pouco ao imaginar uma visão dos dias que estão por vir. Uma visão na qual eu estaria ao seu lado e nada mais importasse, nada mais fizesse sentido se não fosse com você ou por você. Mas, Deus, como é bom imaginar isso. Como é essencial essa visão para me dar uma leve esperança no futuro.

E tudo isso graças ao amor que você me enviou independente da distância entre nós. Independente das barreiras e das dificuldades. Esse amor sincero que você me demonstra todo dia.
Mas sinto que esse amor está acabando mesmo antes de começar. Sinto que estou te perdendo - como se escorresse por meus dedos - e que não conseguirei te segurar ao meu lado por muito tempo. Mas antes de partir de uma vez, por favor envie-me seu amor mais uma vez