Eu sempre fui um cara grande. As vezes alto e magro; as vezes alto e gordo; mas sempre grande.
Sempre estive em uma posição melhor para enxergar as coisas, minha altura sempre me ajudou a olhar tudo por cima.
Em algumas vezes me sentia até mesmo superior aos outros simplesmente por conseguir alcançar o que não conseguiam, por conseguir ver mais a longe ou por ser notado de forma mais rápida.
Sempre achei um ponto positivo a meu favor, sempre utilizei da melhor maneira possível e sempre me orgulhei dessa “vantagem”.
Mas então chego a esse ponto da vida: alguém está se esvaindo, alguém está chegando ao fim de sua vida e eu “o grande” não conseguirei fazer nada. Minha altura que sempre me ajudou, agora não serve de nada.
Nesse momento que eu vejo o quão pequeno na realidade eu sou; o quão fraco, inútil é indiferente eu sou nessa vida e nesse grande universo que nos rodeia.
É, a minha altura não serviu de nada no final. O meu orgulho não serviu de nada e acima de tudo, eu não servi de nada.